terça-feira, 22 de setembro de 2015

Preparar-se

Quando alguém que é muito próximo de nós passa por dificuldades, nas quais corre risco de vida, muitos pensamentos passam por nossa cabeça. Inevitáveis são os pensamentos relacionados à morte: "o que será de mim quando essa pessoa não estiver mais aqui?". As condições emocionais também nos levam a uma viagem ao passado, lembramos de momentos com essa pessoa e finalmente tomamos a percepção do quanto ela pode ter sido fundamental no nosso desenvolvimento como indivíduo, como ser no mundo. Nossa cultura não nos prepara para a morte e,além disso, cria um tabu em torno da temática. Portanto, não sabemos como lidar quando esse momento chega e bate a nossa porta. Esse sentimento requer um movimento de desapego que talvez não nos tenham ensinado a fazer. Também nos ensinaram que devemos evitar todo o tipo de sofrimento: reprimi-lo. Num falso intento de nos mostrarmos mais forte diante da sociedade. Inicialmente, a palavra-chave é: aceitação. Aceitação à dor, às más situações, à evolução. A consciência de que a vida aqui na terra é uma passagem, uma aprendizagem. Não está proibido ficar triste, nem chorar e nem negar nos primeiros momentos. Mas em algum momento, a clareza virá em seu consciente: deve-se saber que velhos ciclos se instiguem para renascerem novos. Às vezes o que acontece é que não estamos preparados para o rompimento de velhos ciclos: apegos. Outras vezes, não sabemos começar os novos: ansiedade. Palavras-chaves: meditação, conexão. Acredito que debates sobre o tema se tornam pertinentes, cada vez mais necessários, e só se percebe isso, quando se passa por isso. Falar sobre a morte, uma dor necessária.

domingo, 20 de setembro de 2015

Yoga, meditação e chuva

Certa vez li em um lugar que o caminho mais fácil para a paz (leia-se: desapego dos medos, insegurança, prazer passageiro e egoísmo) era a devoção a algo superior, que muitos chamam de Deus, para outros é um lugar silencioso, para outros é escutar uma canção... Algo que seja muito maior que você, que a plenitude e completude do amor é incompreensível, imensurável. Bem, com isso, a mim posso perceber que esse habitat, esse Deus, está presente em uma manhã de domingo chuvosa, silenciosa, acompanhada de algumas posturas de yoga (intuitivas) e um tempo de meditação, de aproximação consigo. Nosso ego muita vezes no causa sofrimentos que são criados apenas dentro de nossa cabeça, o fortalecimento de nosso coração e mente, permite enxergarmos que toda a alegria e felicidade que buscamos muitas vezes fora do nosso corpo, está dentro de nós. Está permitido sofrer, chorar, aprender, passar um tempo consigo e voltar mais forte pra seguir a evolução. Somos humanos, somos passageiros nessa vida, e todo o sofrimento sempre fará parte do nosso ser. Nosso coração aceita isso, mas nosso ego quer que sejamos perfeitos e que não cometemos o erro de nos colocar diante de obstáculos. Enfrentemos isso, com a doçura de um dia chuvoso, com a tranquilidade de um lugar sereno e com a alegria e sinceridade de criança!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

If I could change the world

A tentativa de manter uma linearidade nas nossas noções nem sempre vinga, mas fazemos o possível para que sejamos, ao menos, o mínimo coerentes. Quando mudamos os nossos hábitos, é porque sentimos que essas mudanças são necessárias na nossa vida. Isso envolve nossas crenças, nossas percepções do mundo e tudo que vamos construindo frente a nossa história. Não é dizer que não sofremos nenhuma influência externa, mas a relação vai além de dialética: não é somente o diálogo entre ser e sociedade e sociedade e ser, há um "terceiro elemento": nossa voz interior. Chame-a de alma, de espírito, consciência, intuição... O que seja. A questão é que todas as mudanças são resultados de múltiplos fatores e chegar a uma "raíz" exata é quase que impossível. Portanto, quando as pessoas me perguntam: "Por que você é vegetariana? Quando deixou de comer carne? Não sente falta de carne?" É difícil indicar um ponto exato, ou apenas algo que me impulsinou, foram muitos fatores, somados a muitas leituras, vários insights e incalculáveis estopins. Mas por razões minhas, me alimento da forma que julgo ser adequado às minhas óticas sobre a vida e não quero que absolutamente ninguém mude só por que eu acho que isso é melhor para o mundo. Logicamente posso apoiar a causa, incentivar, mostrar as opções, o que mudaria mas enfim, não posso simplesmente dizer às pessoas que isso é melhor e ponto final e que se, mesmo com todos os meus motivos, elas continuarem a comer, tenho que saber que faz parte de uma opção de vida e cada um possui suas limitações (não é exatamente essa a palavra mais adequada, mas estou limitada aos recursos lexicais de um domingo). Onde eu quero chegar é que... já venho há alguns anos percebendo o quanto as pessoas que convivem comigo, e que comem carne, muitas vezes se sentem incomodadas com o simples fato de eu não comer. Eu não faço nem cara feia, mesmo morrendo por dentro com o cheiro de um animal sendo assado, mas mesmo assim, sou o tempo todo "atacada" por que escolhi não comer carne. É como se eu estivesse sendo, inclusive, uma pessoa má, incoerente, etc, etc, etc. Eu não quero mudar o mundo de todos, não invadirei sua casa e retirarei tudo o que tem carne, vocênão vai ficar sem seu amado bacon e nem sei seu fabuloso churrasco de domingo. Eu só vi uma oportunidade de mudar o meu mundo pra melhor, e não deixei escapar.

21 de maio

Um dos hits do momento no quesito memes (alerta: posso estar exagerando e correndo um grande risco de falar uma ‘boludez)’, é a tal da cam...