Quando alguém que é muito próximo de nós passa por dificuldades, nas quais corre risco de vida, muitos pensamentos passam por nossa cabeça. Inevitáveis são os pensamentos relacionados à morte: "o que será de mim quando essa pessoa não estiver mais aqui?". As condições emocionais também nos levam a uma viagem ao passado, lembramos de momentos com essa pessoa e finalmente tomamos a percepção do quanto ela pode ter sido fundamental no nosso desenvolvimento como indivíduo, como ser no mundo. Nossa cultura não nos prepara para a morte e,além disso, cria um tabu em torno da temática. Portanto, não sabemos como lidar quando esse momento chega e bate a nossa porta. Esse sentimento requer um movimento de desapego que talvez não nos tenham ensinado a fazer. Também nos ensinaram que devemos evitar todo o tipo de sofrimento: reprimi-lo. Num falso intento de nos mostrarmos mais forte diante da sociedade. Inicialmente, a palavra-chave é: aceitação. Aceitação à dor, às más situações, à evolução. A consciência de que a vida aqui na terra é uma passagem, uma aprendizagem. Não está proibido ficar triste, nem chorar e nem negar nos primeiros momentos. Mas em algum momento, a clareza virá em seu consciente: deve-se saber que velhos ciclos se instiguem para renascerem novos. Às vezes o que acontece é que não estamos preparados para o rompimento de velhos ciclos: apegos. Outras vezes, não sabemos começar os novos: ansiedade. Palavras-chaves: meditação, conexão. Acredito que debates sobre o tema se tornam pertinentes, cada vez mais necessários, e só se percebe isso, quando se passa por isso. Falar sobre a morte, uma dor necessária.
Diário de bordo de uma quase mulher decidida a escrever alguns pontos chave de seus sonhos e pensamentos visionados e experienciados em um dia-a-dia muito normal, apenas com a humilde intenção de se esvaziar de palavras.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
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